OUÇA A FITA DE DEMOS GRAVADA PELO OASIS EM 1993 E QUE REVELOU A BANDA PARA O MUNDO

OUÇA A FITA DE DEMOS GRAVADA PELO OASIS EM 1993 E QUE REVELOU A BANDA PARA O MUNDO

* Oasis News via Popload

O novo mimo do Oasis, a tal fita demo com 8 canções que a banda está lançando em edição limitada para os fãs dentro do pacote “20 anos do “Definitely Maybe”“, tem uma história deliciosa, que começa em 1993.
Antes de entrar para o Oasis, Noel Gallagher era roadie da banda Inspiral Carpets, entre o fim dos anos 80 e início dos 90. Em uma das turnês do grupo, a atração de abertura era o Real People, banda que eu amava, de Liverpool, que também tinha dois irmãos em sua formação: Tony e Christopher Griffiths.

Nessa época da turnê Inspiral Carpets e The Real People, Noel e Tony se conheceram nos Estados Unidos. Quando entrou para o Oasis, Noel perguntou ao Tony se ele podia gravar algumas demos de forma profissional com a banda no estúdio do Real People em Liverpool. As demos seriam enviadas para selos e gravadoras na época.

Entre março e maio de 1993, o Oasis gravou seis canções no estúdio Dock Road, do Real People. Foram elas “Bring It On Down”, “Columbia”, “Strange Thing”, “Rock N’ Roll Star”, “Cloudburst” e “Fade Away”. Noel completou a fita com outras duas faixas, “D’Yer Wanna Be A Spaceman?” e “Married With Children”, estas gravadas em um estúdio caseiro de Mark Coyle, que seria um dos produtores do Definitely Maybe.

Dizem que, na época, o Oasis fez apenas 10 fitas cassete “profissionais”, com logomarca e tudo, e enviou para alguns selos. Outras cópias tinham o tracklist escrito à mão e foi uma dessas que pararam na mão de Alan McGee, em maio de 1993, quando o Oasis se apresentou no bar King Tuts Wah Wah Hut, em Glasgow. McGee ficou impressionado com o set de quatro músicas do Oasis no palco e pediu a Noel um material da banda. O Noel já chegou a dizer, inclusive, que teria aceitado qualquer oferta de qualquer empresário naquela noite, já que o Oasis procurava uma casa para lançar seu primeiro álbum. Foi a noite de sorte de McGee.
Das oito canções, apenas “Strange Thing” não foi lançada oficialmente. “Rock N’ Roll Star”, “Bring It On Down”, “Columbia” e “Married With Children” entraram no “Definitely Maybe”. “D’Yer Wanna Be a Spaceman?”, “Fade Away” e “Cloudburst” foram lançadas como lado-b.

A Popload entrega o conteúdo da fita de demos do Oasis de 1993, na íntegra, abaixo.

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* LADO A
(‘Cloudburst’ / ‘Columbia’ / ‘D’Yer Wanna Be A Spaceman?’ / ‘Strange Thing’)

* LADO B
(‘Bring It On Down’ / ‘Married With Children’ / ‘Fade Away’ / ‘Rock’N’Roll Star’)

* Os irmãos Griffiths, do Real People, com uma das 10 cópias originais.

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CO-PRODUTOR DE “DEFINITELY MAYBE” DIZ QUE NOVO ÁLBUM DE NOEL GALLAGHER TEM O MESMO ESPÍRITO

CO-PRODUTOR DE “DEFINITELY MAYBE” DIZ QUE NOVO ÁLBUM DE NOEL GALLAGHER TEM O MESMO ESPÍRITO

Enquanto o Oasis relança a primeira parte de seu catálogo, Noel Gallagher está gravando seu segundo disco solo na conexão Inglaterra-EUA. O registro, que deve sair no último trimestre deste ano, tem o “mesmo espírito do ‘Definitely Maybe’”, de acordo com Mark Coyle, um dos co-produtores do disco de estreia do Oasis.

Coyle concedeu entrevista para o semanário inglês NME para falar do relançamento do “DM” e falou também sobre o novo álbum de Noel. Ele ouviu demos e esteve em algumas sessões de gravação do disco em Nova York, no início do mês.

“O novo álbum do Noel é realmente ótimo. Me lembra em alguns aspectos o mesmo espírito do ‘Definitely Maybe’, porque obviamente é excitante. Aquele cara é de outro planeta, inclusive os fãs não vão acreditar como o material é excelente”, disse Coyle, que chegou a comentar que Noel escreveu entre 50 e 60 canções para a obra. “Ele não está exatamente se matando para completar o álbum com 11 músicas. Ele está só tentando encaixar o que tem. Esse novo álbum será sísmico. É tão explosivo que, quando sair, a Virgin Trains não estará preparada para lidar com as pessoas que tentarem fugir do caos”, filosofou.

OASIS OFICIALIZA LANÇAMENTOS REMASTERIZADOS DOS SEUS TRÊS PRIMEIROS DISCOS

OASIS OFICIALIZA LANÇAMENTOS REMASTERIZADOS DOS SEUS TRÊS PRIMEIROS DISCOS

* Atualizado às 06:00.

>>> Oasis will release “Chasing The Sun” Series.
“Definitely Maybe” on May 19. “What’s The Story (Morning Glory)?” and “Be Here Now” to also be re-issued later this year. Tracklist below.

Marcando os 20 anos de seu disco de estreia, o Oasis vai lançar a série “Chasing The Sun”, que consiste no relançamento de seus três primeiros discos: “Definitely Maybe” sai dia 19 de maio. “What’s The Story (Morning Glory)?” e “Be Here Now” no final do ano.

A versão remasterizada de “Definitely Maybe” contará com um disco triplo. Além do álbum convencional, serão lançados dois álbuns incluindo músicas demo e ao vivo, algumas com registros inéditos.

Réplicas em fita K7 das demos de 1993 também serão vendidas no site oficial da banda

Confira o tracklist.

Disco 1
1. ‘Rock’n'Roll Star’
2. ‘Shakermaker’
3. ‘Live Forever’
4. ‘Up In The Sky’
5. ‘Columbia’
6. ‘Supersonic’
7. ‘Bring It On Down’
8. ‘Cigarettes & Alcohol’
9. ‘Digsy’s Dinner’
10. ‘Slide Away’
11. ‘Married With Children’

Disco 2
1. ‘Columbia’ (White Label Demo)
2. ‘Cigarettes & Alcohol’ (Demo)
3. ‘Sad Song’
4. ‘I Will Believe’ (Live)
5. ‘Take Me Away’
6. ‘Alive’ (Demo)
7. ‘D’Yer Wanna Be A Spaceman?’
8. ‘Supersonic’ (Live)
9. ‘Up In The Sky’ (Acoustic)
10. ‘Cloudburst’
11. ‘Fade Away’
12. ‘Listen Up’
13. ‘I Am The Walrus’ (Live Glasgow Cathouse June 1994)
14. ‘Whatever’
15. ‘(It’s Good) To Be Free’
16. ‘Half The World Away’

Disco 3
1. ‘Supersonic’ (Live At Glasgow Tramshed)
2. ‘Rock’N'Roll Star’ (Demo)
3. ‘Shakermaker’ (Live Paris in-store)
4. ‘Columbia’ (Eden Studios Mix)
5. ‘Cloudburst’ (Demo)
6. ‘Strange Thing’ (Demo)
7. ‘Live Forever’ (Live Paris in-store)
8. ‘Cigarettes & Alcohol’ (Live At Manchester Academy)
9. ‘D’Yer Wanna Be A Spaceman?’ (Live At Manchester Academy)
10.’Fade Away’ (Demo)
11. ‘Take Me Away’ (Live At Manchester Academy)
12. ‘Sad Song’ (Live At Manchester Academy)
13. ‘Half The World Away’ (Live, Tokyo hotel room)
14. ‘Digsy’s Dinner’ (Live, Paris in-store)
15. ‘Married With Children’ (Demo)
16. ‘Up In The Sky’ (Live Paris in-store)
17. ‘Whatever’ (Strings)


*** FITA K7

Lado 1
‘Cloudburst’
‘Columbia’
‘D’Yer Wanna Be A Spaceman?’
‘Strange Thing’

Lado 2
‘Bring It On Down’
‘Married With Children’
‘Fade Away’
‘Rock’N'Roll Star’

OASIS RELANÇARÁ “DEFINITELY MAYBE” EM MAIO. OUÇA REMIX DO CHEMICAL BROTHERS PARA “LIVE FOREVER”

OASIS RELANÇARÁ “DEFINITELY MAYBE” EM MAIO. OUÇA REMIX DO CHEMICAL BROTHERS PARA “LIVE FOREVER”

Como este espaço comentou mês passado, a equipe de suporte do Oasis está trabalhando na ideia de relançamentos dos três primeiros discos da banda, lançados originalmente no meio dos anos 90, entre 1994 e 1997.

“Definitely Maybe” será o primeiro deles, obviamente. Completando 20 anos em 2014, o álbum de estreia do Oasis será relançado dia 19 de maio em CD, vinil e box deluxe com CD triplo contendo o disco remasterizado, demos e remixes não lançadas. Um DVD também virá no pacote.

Entre as faixas perdidas da época pode pintar um remix de “Live Forever”, feito pelo duo britânico The Chemical Brothers.

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NOVAS DEMOS A CAMINHO: SAIU “LET’S ALL MAKE BELIEVE” NA VOZ DO NOEL

NOVAS DEMOS A CAMINHO: SAIU “LET’S ALL MAKE BELIEVE” NA VOZ DO NOEL

Com o fim do Oasis, é comum aparecerem coisas que a gente nem imaginava. O papo que rola no momento é sobre uma compilação de demos de 1998, em época de transição “Be Here Now” e “SOTSOG”. Não tenho muitos detalhes ainda, mas terei em breve.

Uma das faixas que estariam nesse pacote é “Let’s All Make Believe” na voz de Noel Gallagher. Ela foi lançada como b-side em 2000 e é uma das mais injustiçadas da discografia.

Vamos aguardar.

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NOEL GALLAGHER E KATE MOSS CELEBRAM DAVID BOWIE NO BRIT AWARDS

NOEL GALLAGHER E KATE MOSS CELEBRAM DAVID BOWIE NO BRIT AWARDS

Noel Gallagher foi responsável por um dos principais momentos do Brit Awards, principal premiação da música britânica, na noite de ontem, em Londres.

Foi ele o escolhido para apresentar o prêmio de melhor cantor britânico, que tinha entre os concorrentes nomes como os novatos Jake Bugg e James Blake, e a lenda David Bowie.

Como era de se esperar – e era torcida de Noel – Bowie foi o grande vencedor. Mas, lógico, não compareceu ao evento. “Seus malucos, vocês não estavam achando que ele estaria aqui, né? Ele é muito cool para estar aqui. Ele não faz essas merdas”, anunciou Noel, antes de chamar a modelo Kate Moss – “representante de Bowie na Terra” – para receber o prêmio.

Moss apareceu vestindo a roupa original usada por Bowie em sua turnê Ziggy Stardust, no início da década de 70. A modelo leu uma mensagem enviada por Bowie e foi atentamente acompanhada por um orgulhoso Noel Gallagher.

“David me pediu para ler isso: Na mitologia japonesa, os coelhos em minha roupa que Kate está usando na verdade moram na lua. Kate mora em Vênus, eu sou de Marte. Que ótimo! Estou completamente encantado de ganhar um BRIT por ser o melhor homem. Mas eu sou, não sou, Kate? Acho uma ótima maneira de terminar o dia. Muito, muito obrigado. Escócia, por favor fique com a gente”, leu Kate Moss.

Na parte final em que fala da Escócia, Bowie se refere ao ato de referendo que o país passará em 18 de setembro, quando os escoceses decidirão se continuarão como parte do Reino Unido após 300 anos de união.

PHARRELL WILLIAMS TAMBÉM QUER O RETORNO DO OASIS

PHARRELL WILLIAMS TAMBÉM QUER O RETORNO DO OASIS

Depois de Roger Daltrey, vocalista do The Who, manifestar diversas vezes que pretende reunir o Oasis, agora a campanha pela volta da banda ganhou mais um entusiasta de peso.

O rapper e produtor Pharrell Williams, um dos caras mais aclamados da música atual, disse em entrevista à rede de rádios BBC que ele quer fazer os irmãos Gallagher voltarem às boas e, ainda, trabalhar com eles. “Quem não gostaria de trabalhar com os Gallaghers? Sim, com os dois!”.

Muita gente não sabe, mas Pharrell é amigo antigo de Liam e de Noel.

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ROGER DALTREY DEIXA NO AR QUE PODE REUNIR O OASIS EM 2015

ROGER DALTREY DEIXA NO AR QUE PODE REUNIR O OASIS EM 2015

O lendário vocalista do The Who, Roger Daltrey, tem se mostrado o entusiasta mais famoso por uma volta do Oasis aos palcos. Ele, que um tempo atrás chegou a dizer que “seguramente a banda voltaria ainda maior antes de 2016”, deixou a imprensa com uma pulga atrás da orelha em sua última entrevista coletiva, promovida para divulgar o Teenage Cancer Trust deste ano, evento do qual é o curador e que ano passado deixou nas mãos de seu amigo Noel Gallagher.

Daltrey informou que, no evento do ano que vem, poderia reunir o Oasis em um palco outra vez, mesmo não querendo falar de forma mais concreta. “Noel e Liam são irmãos, uma hora tudo fica bem. O sangue é muito mais forte e importante do que a música. Se posso uni-los para um show no Teenage Cancer Trust? Me pergunte o ano que vem e saberão a resposta”.

O vocalista também informou que o The Who, que completa 50 anos em 2014, vai lançar um novo disco neste ano.

CHRIS SHARROCK FALA SOBRE “BE” E DIZ PREFERIR VOLTA DO SLADE E NÃO DO OASIS

CHRIS SHARROCK FALA SOBRE “BE” E DIZ PREFERIR VOLTA DO SLADE E NÃO DO OASIS

Entrevista feita por  Greg Moskovitch (Music Feeds)

Tradução de Guilherme Delgado, especial para o Oasis News

 

O anúncio de confirmação do Beady Eye nas atrações do Big Day Out 2014, ao lado de The Hives e Deftones, veio como um alívio para aqueles que esperavam provar um pouco da nostalgia dos tempos de Britpop e acabaram desapontados diante do infame cancelamento repentino do Blur no BDO 2014.

Para ter uma ideia do que acontecia nos bastidores, o Music Feeds foi à procura do baterista do BeadyEye – ex-Oasis, The La’s, The LightningSeeds e Robbie Williams – Chris Sharrock, que falou conosco de Birkenhead, localizada nas imediações de Liverpool. Além disso, nos contou como foi o processo de gravação do segundo disco do Beady Eye, BE, produzido pela mente criativa por trás do TV On The Radio, Dave Sitek.

 

Music Feeds: Olá, Chris. Obrigado por nos receber. Como estão as coisas no Beady Eye?

Chris Sharrock: Boas, cara. Nós meio que terminamos uma turnê inglesa onde fizemos por volta de onze shows pelo Reino Unido, que foram tipo, os melhores shows que já fizemos – porque estivemos um tempo afastados, sabe? Então… eles foram bem encorajadores. Os melhores que tivemos recentemente – os últimos dez ou onze shows que fizemos. Então, nós meio que tivemos o Natal de folga. Eu não vejo os rapazes há um mês, mais ou menos. Mas, sim, as coisas estão muito bem. Sempre estão.

MF: Ótimo. Bem, quase todo mundo na Austrália tem falado da decepção do Blur em relação ao Big Day Out. Como foi nos bastidores quando o Beady Eye recebeu a ligação para preencher a vaga?

CS: Bem, nos bastidores eu apenas recebi uma ligação dizendo, “Nós vamos tocar no Big Day Out!” [risos] Foi quase no mesmo tempo em que ouvi algo sobre isso e, em seguida, mais ou menos uma semana depois, soube que o Blur estava fora. Então eu estava tipo, “Oh, certo”. Mas a banda ficou muito animada com a notícia de que estávamos indo para a Austrália, porque nós não passamos por aqui da última vez.

MF: É verdade, a turnê do Oasis, obviamente, não aconteceu e o Beady Eye acabou não vindo, apesar de ter se falado numa turnê australiana. O que aconteceu?

CS: Bem, não é nada pessoal [risos] Eu acho que ficamos sem dinheiro. Ou ficamos sem dinheiro ou ficamos sem tempo ou houve alguma razão que nos fez encerrar a turnê. Eu acho que nós estávamos na estrada há muito tempo e todos estavam cansados e precisavam de um tempo antes de fazer o disco seguinte. Então, pensamos “Nós vamos para lá no próximo disco”, o que, graças a Deus, é o que estamos fazendo. Era um lugar que estávamos a fim de vir. Estamos sempre prontos para a Austrália e Nova Zelândia.

MF: Logisticamente falando, houve alguma dificuldade agendando o Big Day Out, considerando que vocês têm algumas datas europeias marcadas logo em seguida?

CS: É, acho que nós temos por volta de dois dias livres quando voltarmos da Austrália e teremos que ir a Lisboa ou algum outro lugar. Então, acho que estaremos bem ocupados ao longo dos próximos dois ou três meses, entende? Porque nós não estamos acostumados a trabalhar nessa velocidade, mas aconteceu de fazermos a Austrália e seguir direto para uma turnê europeia, o que também é ótimo. É como ter 21 anos outra vez.

MF: Considerando as desavenças de Liam em relação ao Blur no passado, houve uma sensação de que ele seria o homem assumindo o trabalho que o menino não terminou?

CS: [risos] Acho que não. Acho que você está falando com a pessoa errada [risos] Entende? Blur é uma boa banda. Todos estão atingindo aquela idade onde se sentem tipo, “Eu não ligo mais pra isso”. Nós não conversamos sobre o Blur. Era apenas um show e, como falei, não sabia ainda que o Blur tinha ficado de fora. Foi tipo, “Vocês vão tocar no Big Day Out”. “Ótimo!”. E então, uma semana depois, “Você soube que o Blur está fora?”. Nem pensei nisso pra te dizer a verdade.

MF: Será a estreia ao vivo do Beady Eye na Austrália e vocês confirmaram, também, um show à parte. O que os fãs podem esperar dos shows em festivais e do show à parte? Como serão os setlists?

CS: Isso. Obviamente será um set mais longo em nosso show solo ou “show à parte”, como vocês chamam por aqui. Sempre me lembro de Os Simpsons. Então, sim, nosso show solo provavelmente será mais longo e suado e não haverá nenhuma diferença fora isso. Então, você sabe, o set será um pouco mais longo – provavelmente 20 minutos mais longo ou algo assim. Ainda assim, será o mesmo show, entende?

MF: Liam, Gem e Andy já eram compositores bem estabelecidos quando o Oasis terminou, mas, do ponto de vista de composição, como foi a transição para uma banda sem Noel?

CS: [No primeiro disco] eram apenas algumas músicas que os rapazes tinham à mão e algumas novas que ensaiamos. Eles estão sempre compondo juntos todo tempo, entende? Até eu componho também, só preciso chegar junto deles, mas nós não gravamos as minhas. [Compor] é apenas algo que fazemos. É algo que eles fazem mais do que eu, eles são músicos, entende? Nós adoramos trabalhar em uma música nova, é pra isso que a banda existe.

MF: O disco mais recente do Beady Eye, BE, foi produzido por Dave Sitek, que para muitas pessoas era uma escolha estranha para produzir um disco do Beady Eye. Vocês foram capazes de encontrar um ponto em comum, musicalmente ou pessoalmente?

CS: Oh, sim, em várias coisas. Ele nos apresentou algumas coisas, nós apresentamos algumas coisas a ele. Ele não estava ligado em tudo que nós estávamos – ele provavelmente estava ligado em outras coisas que não eram nossa praia, também. Mas nós mantivemos tudo num ponto em comum, com coisas tipo, Nancy Sinatra. Nós botávamos pra tocar coisas legais, Lee Hazlewood, Serge Gainsbourg, Black Sabbath, e assim por diante. Ele tem quase a mesma idade da gente, então todos estavam com a mesma motivação.

MF: Muitas músicas do disco de estreia já existiam. Algumas, inclusive, já em versão demo. Levando isso em consideração, bem como a chegada de um novo produtor e um novo baixista, como foi a gravação de BE, comparada a de Different Gear, Still Speeding?

CS: Boa pergunta. Como elas se comparam? [BE] foi mais rápido, eu acho. Acho que foi mais rápido. Nós entramos lá e mandamos ver. Acho que tivemos um mês gravando as bases e foi tudo num estúdio diferente, com um produtor diferente. Quero dizer, depois de três semanas no estúdio você começa a enlouquecer, não importa quem esteja produzindo. Mas não foi uma grande diferença, entende? Eu sempre termino minha parte por volta das três primeiras semanas. Essa é a parte boa de ser um baterista, você termina tudo antes. Mas não houve uma grande diferença na gravação. Nós sempre tentamos torná-la divertida.

MF: Por fim, você deve estar de saco cheio de perguntas sobre um retorno do Oasis…

CS: Estou [risos]

MF: …mas qual banda particularmente você gostaria que voltasse?

CS: Essa é fácil, Slade.

MF: Podemos esperar algo do Slade no set do Big Day Out?

CS: Nunca se sabe. Coisas inesperadas acontecem.

MF: Você é fã de Arthur Lowe, talvez um retorno póstumo de Dad’sArmy?

CS: Dad’sArmy” ou “Are You Being Served?”. Qualquer sitcom britânico dos anos 70 tem o meu aval.

 

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